Por: Ariel Dantas
Foto: Ariel Dantas
Na praia de Ponta Negra o futevôlei vem ganhando adeptos de todas as idades.
Há dois anos, o projeto Escolinha Black Point, analogia ao lugar, foi criado
com o objetivo de incentivar os novos desportistas.
Há 30 anos, chegava ao Rio Grande do Norte um
esporte nascido, na década de 1960, nas areias do Rio de Janeiro. O Futevôlei
foi criado com a finalidade de unir dois principais esportes praticados no
Brasil: o futebol e o vôlei.
A partida acontece numa quadra de areia, com
medidas de 9 metros de largura e 18 de comprimento, dividida ao meio por uma
rede de 2,20 metros de altura. O jogo não tem tempo fixo, é separado em
três períodos, mais conhecidos como sets.
Maurício Antônio de Lima, mais conhecido como
“passarinho”, é jogador profissional, há dez anos, e associado à Federação
Norte-rio-grandense de Futevôlei (FNFV).
Ele é o coordenador e mantém a escolinha, que atualmente possui 20
participantes, com apoio de amigos e colaboradores. “É muito difícil patrocínios.
Mandei fazer os uniformes e tive que tirar do meu próprio bolso”.
Os praticantes de
Ponta Negra enfatizam o pouco apoio ao esporte. “A federação deixa muito a desejar.
Porque existe uma verba destinada às competições locais, mas não é organizado
os eventos”, reclamou Edson (Dinho), 31, atleta profissional da cidade de
Canguaretama, que também organiza pequenos torneios patrocinado pelos
comerciantes e pequenos empresários. Uma das queixas dos atletas é a falta de
locais para a prática do esporte.
